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	<title>Guidelines Archives - My Obesidade</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da obesidade e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 03 Feb 2026 14:26:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Guidelines Archives - My Obesidade</title>
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		<title>Novo algoritmo da EASO orienta tratamento farmacológico personalizado da obesidade</title>
		<link>https://myobesidade.pt/guidelines/novo-algoritmo-da-easo-orienta-tratamento-farmacologico-personalizado-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 16:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guidelines]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está disponível o novo algoritmo da European Association for the Study of Obesity (EASO) de gestão de medicamentos para a obesidade, publicado na revista Nature Medicine. O documento visa fornecer aos médicos uma orientação prática e personalizada para o tratamento farmacológico da obesidade e das suas complicações. Este novo algoritmo surge na sequência do &#8220;Framework [&#8230;]</p>
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<p>Está disponível o novo algoritmo da European Association for the Study of Obesity (EASO) de gestão de medicamentos para a obesidade, publicado na revista Nature Medicine. O documento visa fornecer aos médicos uma orientação prática e personalizada para o tratamento farmacológico da obesidade e das suas complicações.</p> <p><br /><br />Este novo algoritmo surge na sequência do &#8220;Framework for the Diagnosis, Staging and Management of Obesity in adults,&#8221; da EASO e reforça a visão da obesidade como uma doença crónica baseada na adiposidade (ABCD &#8211; Adiposity-Based Chronic Disease), uma condição que requer uma abordagem sustentada e personalizada.<br /><br />A obesidade é reconhecida como uma doença crónica e recidivante que atua como porta de entrada para múltiplas complicações, que variam de efeitos mecânicos (como apneia do sono e doenças articulares) a condições metabólicas e inflamatórias graves, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.<br /><br /><strong>Gestão holística e personalização de medicamentos</strong><br /><br />Os especialistas sublinham que uma gestão eficaz da obesidade deve ir além da simples redução de peso. A abordagem deve ser holística, abrangendo:<br />-Estratégias centrais (modificação comportamental, nutrição, atividade física, gestão de stress, melhoria do sono e apoio psicológico).<br />-Medicamentos para a gestão da obesidade.<br />-Procedimentos bariátricos ou metabólicos, quando apropriado.</p>
<p><br />Com o número de medicamentos aprovados para a obesidade a crescer rapidamente, o novo algoritmo da EASO torna-se crucial. Ele orienta os clínicos a alinhar os perfis individuais dos pacientes com os efeitos baseados em evidências dos medicamentos disponíveis. Uma vez que estes medicamentos diferem na eficácia e no impacto em complicações específicas, a terapia personalizada é considerada tanto viável quanto necessária.<br /><br />O algoritmo foi desenvolvido através de uma análise rigorosa de ensaios controlados randomizados e serve como uma ferramenta simplificada e clinicamente relevante para melhorar a gestão da obesidade em adultos. A publicação reflete os dados disponíveis no início de 2025.&nbsp;<br /><br />O artigo completo na Nature Medicine está disponível <a href="https://doi.org/10.1038/s41591-025-03765-w">aqui</a>.&nbsp;</p>
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		<title>Guidelines britânicas atualizam capítulo dedicado à referenciação para cirurgia bariátrica</title>
		<link>https://myobesidade.pt/guidelines/guidelines-britanicas-atualizam-capitulo-dedicado-a-referenciacao-para-cirurgia-bariatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2024 09:10:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guidelines]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As orientações do National Institute for Health and Care Excellence (NICE), no Reino Unido, para identificar, avaliar e gerir a obesidade em crianças (com mais de dois anos), jovens e adultos, foram recentemente revistas, com ênfase na secção dedicada às intervenções cirúrgicas. Originalmente emitidas em 2006 e revistas em 2014, as guidelines britânicas foram atualizadas [&#8230;]</p>
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<p>As orientações do <em>National Institute for Health and Care Excellence</em> (NICE), no Reino Unido, para identificar, avaliar e gerir a obesidade em crianças (com mais de dois anos), jovens e adultos, foram recentemente revistas, com ênfase na secção dedicada às intervenções cirúrgicas.</p> <p>Originalmente emitidas em 2006 e revistas em 2014, as <em>guidelines</em> britânicas foram atualizadas no ano passado para incorpor novas evidências sobre cirurgia bariátrica para adultos que vivem com excesso de peso e obesidade. A revisão destaca que a referenciação para este tipo de cirurgia requer uma avaliação meticulosa do doente por serviços especializados no controlo de peso, oferecendo uma abordagem multidisciplinar para determinar a adequação da cirurgia bariátrica. Indivíduos com um índice de massa corporal (IMC) de 40 kg/m2 ou superior, ou entre 35 kg/m2 e 39,9 kg/m2 com uma complicação significativa, que podem ser mitigadas pela perda de peso, são candidatos potenciais. As novas recomendações incluem a necessidade de consentimento do doente para acompanhamento a longo-prazo após a cirurgia (por exemplo, revisões anuais ao longo da vida).</p>
<p>Em 2023, uma adição relevante foi a consideração da referenciação de pessoas de ascendência asiática (sul), chinesa, médio-oriental, africana ou &nbsp;afro-caribenho, com um limiar de IMC reduzido em 2,5 kg/m2. Esta medida visa reconhecer que estes grupos são susceptíveis à adiposidade abdominal, apresentando um risco cardiometabólico superior com um IMC mais baixo.</p>
<p>Relativamente à terapêutica farmacológica para redução ou manutenção de peso antes da cirurgia, caso haja um tempo de espera prolongado, as <em>guidelines</em> da NICE atualizaram as secções sobre intervenções farmacológicas e prescrição continuada. Agora, recomenda-se que o tratamento farmacológico seja considerado apenas depois de terem sido iniciadas e avaliadas abordagens alimentares, de exercício e comportamentais. O NICE não recomendou a naltrexona-bupropiona (ver o guia de avaliação tecnológica do NICE sobre a naltrexona-bupropiona para o controlo do excesso de peso e da obesidade).</p>
<p>O documento, com as referidas atualizações, pode ser consultado <a href="https://www.nice.org.uk/guidance/cg189">aqui</a>.&nbsp;</p>
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		<title>“Estas guidelines salientam a importância da Saúde Mental e o impacto das comorbilidades da obesidade”</title>
		<link>https://myobesidade.pt/guidelines/estas-guidelines-salientam-a-importancia-da-saude-mental-e-o-impacto-das-comorbilidades-da-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 08:13:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guidelines]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Canadá foi um dos primeiros países a produzir guidelines específicas para a abordagem à obesidade, enquanto patologia crónica e recidivante. O último documento remonta a 2020, com as últimas atualizações a tomarem lugar a 2022. A News Farma convidou Daniel Macedo, especialista do Hospital da Luz Lisboa, a comentar as recomendações e tecer os [&#8230;]</p>
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<p>O Canadá foi um dos primeiros países a produzir <em>guidelines </em>específicas para a abordagem à obesidade, enquanto patologia crónica e recidivante. O último documento remonta a 2020, com as últimas atualizações a tomarem lugar a 2022. A News Farma convidou <strong>Daniel Macedo</strong>, especialista do Hospital da Luz Lisboa, a comentar as recomendações e tecer os seus destaques, passíveis de adaptar à realidade portuguesa.</p> <p>“As recomendações do Canadá baseiam-se muito na evidência científica com benefícios claros para a pessoa com obesidade. Focam-se muito no tratamento da doença, mas também no tratamento das complicações associadas, de forma a conquistar ao doente uma melhor qualidade de vida”, sintetiza Daniel Macedo.</p>
<p>Veja o vídeo com a análise completa do especialista.</p>
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		<title>Guidelines norte-americanas colocam CSP na linha da frente da avaliação de risco</title>
		<link>https://myobesidade.pt/guidelines/guidelines-norte-americanas-colocam-csp-na-linha-da-frente-da-avaliacao-de-risco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 12:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guidelines]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora se esteja a assistir a uma evolução no tratamento da obesidade em pessoas adultas, desde o desenvolvimento das várias guidelines internacionais de referência, como as AHA/ACC/TOS, Guideline for the Management of Overweight and Obesity in Adults, de 2013, há consensos que se mantém, justificando a consulta do documento norte-americano elaborado em conjunto pelo American [&#8230;]</p>
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<p>Embora se esteja a assistir a uma evolução no tratamento da obesidade em pessoas adultas, desde o desenvolvimento das várias <em>guidelines</em> internacionais de referência, como as <em>AHA/ACC/TOS, Guideline for the Management of Overweight and Obesity in Adults</em>, de 2013, há consensos que se mantém, justificando a consulta do documento norte-americano elaborado em conjunto pelo <em>American College of Cardiology</em> (ACC), a <em>American Heart Association</em> (AHA) e a <em>The Obesity Society</em> (TOS).</p> <p>O alcance das <em>guidelines</em> norte-americanas assenta no facto de a obesidade estar associada ao aumento do risco de complicações do foro cardiovascular, como hipertensão, dislipidemia, doença coronária e acidente vascular cerebral.&nbsp; Acresce ainda o risco de diabetes <em>mellitus </em>tipo 2, doença da vesícula biliar, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono e problemas respiratórios, bem como alguns tipos de doença oncológica. A obesidade está também associada a um risco acrescido de mortalidade por todas as causas.&nbsp;</p>
<p>Como expressam estas <em>guidelines</em>, em conjunto com as modificações do estilo de vida, a farmacoterapia e a cirurgia metabólica e bariátrica produzem uma perda de peso maior e mais sustentada em populações aprovadas para tratamento, quando comparadas com as modificações do estilo de vida isoladas. Isto reforça a necessária relação de parceria entre o doente e o médico para gerir a obesidade, enquanto doença crónica.&nbsp;</p>
<p>Para identificar as populações em risco e antecipar o mais precocemente possível uma abordagem terapêutica multidisciplinar, as recomendações norte-americanas reforçam a intervenção dos médicos de família, estabelecendo um algoritmo de tratamento &#8211; Modelo de Gestão de Doenças Crónicas para Cuidados Primários de Doentes com Excesso de Peso e Obesidade.&nbsp;</p>
<p>Saiba mais <a href="https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/01.cir.0000437739.71477.ee">aqui</a>.</p>
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		<title>Gerir a obesidade como doença crónica e abordar as suas causas profundas é o ponto de viragem das guidelines canadianas</title>
		<link>https://myobesidade.pt/guidelines/gerir-a-obesidade-como-doenca-cronica-e-abordar-as-suas-causas-profundas-e-o-ponto-de-viragem-das-guidelines-canadianas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 11:46:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guidelines]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Canadian Adult Obesity Clinical Practice Guidelines (CPG) representam uma mudança de direção significativa na abordagem à obesidade. Esta atualização abrangente é considerada uma das mais extensas revisões publicadas até à data sobre obesidade a nível mundial, &#160;promovendo uma nova compreensão desta doença. Desenvolvidas pela Obesity Canada e pela Canadian Association of Bariatric Physicians and [&#8230;]</p>
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<p>As <em>Canadian Adult Obesity Clinical Practice Guidelines</em> (CPG) representam uma mudança de direção significativa na abordagem à obesidade. Esta atualização abrangente é considerada uma das mais extensas revisões publicadas até à data sobre obesidade a nível mundial, &nbsp;promovendo uma nova compreensão desta doença. Desenvolvidas pela <em>Obesity Canada</em> e pela <em>Canadian Association of Bariatric Physicians and Surgeons</em>, as CPG envolveram mais de 60 profissionais de saúde, investigadores e pessoas que vivem com a obesidade. Em conjunto, analisaram mais de 550 mil artigos publicados, culminando num consenso sobre 80 recomendações-chave.</p> <p><strong>A obesidade como doença crónica e complexa</strong></p>
<p>As CGP definem a obesidade como uma doença crónica prevalente, complexa, progressiva e recidivante, caracterizada por excesso de adiposidade corporal. Reconhecem os substanciais preconceitos e estigmas enfrentados pelas pessoas que vivem com obesidade, contribuindo para maior morbilidade e mortalidade, independentemente do peso ou do índice de massa corporal (IMC).</p>
<p><strong>Mudança de foco na gestão da obesidade</strong></p>
<p>A atualização das CGP reflete avanços significativos na epidemiologia, fisiopatologia, avaliação, prevenção e tratamento da obesidade. O foco agora está na melhoria dos resultados de saúde centrados no doente, em vez da simples perda de peso, incentivando a superação de estigmas e perspetivas enviesadas.</p>
<p><strong>Abordagem multidisciplinar e individualizada</strong></p>
<p>As CGP destacam a necessidade de cuidados baseados em princípios de gestão de doenças crónicas, com planos de tratamento individualizados que abordem as causas profundas da obesidade, indo além das abordagens simplistas de “comer menos e mexer-se mais”, e que validem as experiências vividas pelos doentes. As CGP reiteram que as pessoas que vivem com obesidade devem ter acesso a intervenções baseadas em evidência, incluindo alterações comportamentais, terapia nutricional, atividade física, intervenções psicológicas, farmacoterapia e cirurgia.</p>
<p><strong>Elaboração de planos individualizados de tratamento</strong></p>
<p>Em termos de diagnóstico, as CGP consideram que a medição direta da altura, do peso e do perímetro da cintura, e o cálculo do IMC, devem ser incluídos no exame físico de rotina para todos os adultos. Apesar das limitações, o IMC continua a ser um instrumento valioso para efeitos de rastreio e índices de saúde da população. Para as pessoas com IMC elevado (entre 25 mg/m2 e 34,9 mg/m2), o perímetro da cintura deve ser medido regularmente para identificar indivíduos com adiposidade visceral aumentada e riscos para a saúde relacionados com a adiposidade.</p>
<p><strong>Causas profundas da obesidade e abordagem terapêutica</strong></p>
<p>As causas profundas da obesidade incluem fatores biológicos como a genética, a epigenética, os mecanismos neuro-hormonais, as doenças crónicas associadas e os medicamentos obesogénicos, as práticas socioculturais, os determinantes sociais da saúde, o ambiente construído, as experiências de vida individuais, como as experiências adversas na infância, e fatores psicológicos, como o humor, a ansiedade, a perturbação da compulsão alimentar, a perturbação de défice de atenção/hiperatividade, a autoestima e a identidade.</p>
<p>Para os adultos que vivem com obesidade devem ser definidos planos de cuidados individualizados que abordem as causas profundas da obesidade e que apoiem a mudança de comportamento (por exemplo, nutrição, atividade física) e terapias adjuvantes, como intervenções psicológicas, farmacológicas e cirúrgicas.</p>
<p>A terapia nutricional médica é uma base para a gestão de doenças crónicas, incluindo a gestão da obesidade. No entanto, a terapia nutricional médica não deve ser utilizada isoladamente na gestão da obesidade, uma vez que a manutenção da perda de peso pode ser difícil a longo prazo devido aos mecanismos compensatórios no cérebro que promovem a ingestão calórica positiva, aumentando a fome e, em última análise, causando o aumento de peso. Em vez disso, a terapia nutricional médica, em combinação com outras intervenções (psicológicas, farmacológicas, cirúrgicas), deve ser adaptada para satisfazer os resultados relacionados com a saúde ou com o peso de um indivíduo.</p>
<p><strong>Definir o “melhor peso” em vez do “peso ideal”</strong></p>
<p>A perda de peso conseguida com alterações comportamentais é geralmente de 3% a 5% do peso corporal, o que pode melhorar significativamente as complicações relacionadas com a obesidade. A quantidade de perda de peso varia substancialmente entre indivíduos, dependendo de fatores biológicos e psicossociais e não apenas do esforço individual.</p>
<p>O “melhor peso”, alcançado com hábitos saudáveis, pode não corresponder ao “peso ideal” segundo o IMC, já que atingir este último pode ser muito difícil. Se for necessária uma maior perda de peso para melhorar a saúde, para além do alcançável com a modificação comportamental, podem ser consideradas opções terapêuticas farmacológicas e cirúrgicas mais intensivas.</p>
<p><strong>Farmacoterapia adjuvante aumenta a magnitude da perda de peso</strong></p>
<p>As CGP recomendam farmacoterapia adjuvante para perda de peso e manutenção da perda de peso para indivíduos com IMC ≥ 30 kg/m2 ou IMC ≥ 27 kg/m2, com complicações relacionadas com a adiposidade, para apoiar a terapia nutricional médica, a atividade física e as intervenções psicológicas. As opções farmacológicas incluem liraglutido 3,0 mg, combinação de naltrexona-bupropiona e orlistat, que aumentam a magnitude da perda de peso, e ajudam na prevenção de reganho de peso.</p>
<p>Por sua vez, as CGP recomendam que a cirurgia bariátrica pode ser considerada para pessoas com IMC ≥ 40 kg/m2 ou IMC ≥ 35 kg/m2 com pelo menos uma complicação associada à obesidade. A decisão sobre o tipo de cirurgia deve ser tomada em colaboração com uma equipa multidisciplinar, equilibrando as expectativas do doente, a sua condição médica e os benefícios e riscos esperados da cirurgia.</p>
<p>Pode ser consultado um resumo das recomendações, publicado <em>no Canadian Medical Association Journal</em> online. Os 19 capítulos das CPG são um documento vivo e de fonte aberta que está em atualização à medida que forem surgindo novas evidências, e podem ser acedidos <a href="https://obesitycanada.ca/guidelines/chapters/">aqui</a>.</p>
<p>Aceda à versão do resumo das <em>Canadian Adult Obesity Clinical Practice Guidelines</em> <a href="https://www.cmaj.ca/content/192/31/E875">aqui</a>.</p>
<p>The post <a href="https://myobesidade.pt/guidelines/gerir-a-obesidade-como-doenca-cronica-e-abordar-as-suas-causas-profundas-e-o-ponto-de-viragem-das-guidelines-canadianas/">Gerir a obesidade como doença crónica e abordar as suas causas profundas é o ponto de viragem das guidelines canadianas</a> appeared first on <a href="https://myobesidade.pt">My Obesidade</a>.</p>
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