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	<title>Atualidade Archives - My Obesidade</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da obesidade e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças do foro neurológico.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 13:46:56 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Atualidade Archives - My Obesidade</title>
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		<title>Cheque-nutricionista passa a abranger jovens dos 12 aos 35 anos</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/cheque-nutricionista-passa-a-abranger-jovens-dos-12-aos-35-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:52:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ordem dos Nutricionistas assinou um novo protocolo com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e com a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), que renova e alarga a medida cheque-nutricionista. O programa passa a abranger todos os jovens entre os 12 e os 35 anos, deixa de ter um limite [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Nutricionistas assinou um novo protocolo com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e com a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), que renova e alarga a medida cheque-nutricionista. O programa passa a abranger todos os jovens entre os 12 e os 35 anos, deixa de ter um limite máximo de consultas por utilizador e passa também a permitir a realização de consultas à distância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A continuidade do acompanhamento passa a depender da avaliação do nutricionista, enquanto o valor pago aos prestadores aumenta de 35 para 40 euros por consulta, sendo os pagamentos geridos pelo IPDJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A renovação desta medida pelo Governo mostra-se verdadeiramente relevante nas políticas públicas de promoção da saúde, ao garantir o acesso gratuito a consultas de nutrição a cada vez mais jovens. Esta medida é fundamental para tornar os cuidados de nutrição mais acessíveis, mais próximos e mais equitativos. É com grande satisfação que vemos o cheque-nutricionista ganhar ainda mais importância, pois investir nos jovens é investir no futuro do nosso país&#8221;, afirma Liliana Sousa, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Ordem dos Nutricionistas, no ano letivo de 2024/2025, a iniciativa contou com a participação de 756 estabelecimentos e 498 nutricionistas, com maior incidência nos grandes centros urbanos do país.</p>
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		<item>
		<title>Plano de Proteínas da UE: ProVeg saúda “medidas positivas”, mas alerta para falta de metas no consumo humano </title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/plano-de-proteinas-da-ue-e-um-avanco-mas-pode-ir-mais-longe-defende-proveg/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Alice Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:27:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia publicou o seu Plano de Ação para a resiliência, autonomia estratégica e sustentabilidade do sistema proteico da União Europeia (Plano de Proteínas da UE). A ProVeg Portugal – organização não-governamental que promove a transição para um sistema alimentar sustentável, através de uma alimentação rica em vegetais e baseada em proteína vegetal – [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia publicou o seu Plano de Ação para a resiliência, autonomia estratégica e sustentabilidade do sistema proteico da União Europeia (Plano de Proteínas da UE). A ProVeg Portugal – organização não-governamental que promove a transição para um sistema alimentar sustentável, através de uma alimentação rica em vegetais e baseada em proteína vegetal – considera que este Plano constitui um passo importante para reforçar a segurança alimentar e a resiliência do sistema proteico europeu, mas defende que são necessárias medidas mais ambiciosas para promover uma alimentação sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado pela Comissão Europeia em conjunto com a Estratégia para a Pecuária da UE, o Plano inclui medidas destinadas a reforçar o abastecimento de proteínas na Europa, reduzir a dependência de importações e apoiar a produção de culturas proteicas, a contratação pública, a alimentação escolar, a investigação, a inovação e o investimento nas cadeias de valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a ProVeg, o documento estabelece uma base sólida para o desenvolvimento de um sistema proteico mais resiliente. “A Europa reconheceu claramente que a resiliência proteica é importante”, afirmou Lúcia Hortelano, Gestora Sénior de Políticas da UE na ProVeg International. “Este Plano contém várias medidas encorajadoras, incluindo um apoio mais forte às culturas proteicas, melhorias na contratação pública e investimento nas cadeias de valor”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização destaca ainda o incentivo a dietas diversificadas e o reconhecimento dos seus benefícios para a saúde, o ambiente e o clima. Ainda assim, considera que o plano pode ir mais longe. “Uma maior ambição em termos de medidas e objetivos em relação à presença de leguminosas e outras culturas proteicas na dieta poderia estar presente, em linha com a Dieta Mediterrânica”, defendeu Joana Oliveira, diretora nacional da ProVeg Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como se pode ler no <a href="https://proveg.org/pt/artigos/plano-proteinas-compromisso-europeu-proteina-vegetal/"><em>website</em> da ProVeg</a>, este Plano abrange um conjunto de “medidas positivas” que esta ONG “tem vindo a defender consistentemente, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Maior apoio às cadeias de valor das culturas proteicas europeias;</li>



<li>Reconhecimento de incentivos de créditos de carbono e de biodiversidade para sistemas baseados em leguminosas, abrindo uma via de rendimento para os agricultores na diversificação de proteínas;</li>



<li>Reconhecimento de que as leguminosas produzidas localmente se alinham com a abordagem anunciada de contratação pública de “melhor valor”;</li>



<li>Promoção mais forte de leguminosas através das escolas e de campanhas de sensibilização;</li>



<li>Potencial utilização de taxas de IVA mais baixas para proteínas vegetais;</li>



<li>Apoio às organizações de produtores e ao desenvolvimento a longo prazo da cadeia de valor;</li>



<li>Aumento do investimento em investigação e inovação;</li>



<li>Reconhecimento dos alimentos <em>plant-based</em> como uma oportunidade de mercado importante.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de definir “uma meta clara para aumentar a proteína produzida na UE utilizada na alimentação animal, passando de 25,8% em 2025 para 35% até 2035”, a ProVeg salienta que o Plano de Proteínas da UE “não inclui ambições equivalentes no âmbito do consumo humano, o que pode colocar em causa oportunidades de mercado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também de acordo com a ProVeg, no documento publicado está patente “a importância de uma dieta diversificada”, estando, por isso, incluída “uma secção específica a este tema, com o objetivo de apoiar dietas diversificadas para fortalecer a resiliência do sistema alimentar”.&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Setor social em Portugal carece de nutricionistas, alerta ON</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/setor-social-em-portugal-carece-de-nutricionistas-alerta-on/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ordem dos Nutricionistas (ON) revelou, no seu mais recente relatório, que mais de 19% das instituições do setor social analisadas não possuem qualquer nutricionista contratado. O documento, intitulado “Alimentação e Nutrição no Setor Social”, traça um retrato desigual da presença destes profissionais no país, alertando para as repercussões na saúde pública. O estudo, publicado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ordem dos Nutricionistas (ON) revelou, no seu mais recente relatório, que mais de 19% das instituições do setor social analisadas não possuem qualquer nutricionista contratado. O documento, intitulado “Alimentação e Nutrição no Setor Social”, traça um retrato desigual da presença destes profissionais no país, alertando para as repercussões na saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, publicado no passado dia 3 de junho de 2026, analisou um total de 151 instituições de norte a sul do país, com o objetivo de identificar o número de nutricionistas contratados, bem como caracterizar as funções e os contributos que desempenham junto da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados recolhidos demonstram uma disparidade significativa na integração destes especialistas. Segundo a informação atualizada pela Ordem, do total de instituições analisadas, 36 não contam com nenhum nutricionista no seu quadro de pessoal. Entre as instituições que integram estes profissionais, 41% (75 instituições) optam pela contratação a tempo inteiro, 11% (20) a tempo parcial, enquanto 27% (50) recorrem a nutricionistas na qualidade de prestadores de serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Impacto na saúde pública</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As estruturas residenciais para idosos, assim como as creches e jardins de infância, lideram a média de utentes por resposta social. Nestes espaços, o papel do nutricionista revela-se determinante na gestão do serviço de refeições, ações de formação ao pessoal, intervenção nutricional de utentes internados e realização de sessões de educação alimentar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Liliana Sousa, Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, manifesta &#8220;grande preocupação&#8221; face a estes números. Para a Bastonária, a ausência de nutricionistas contratados no setor social cria um &#8220;impacto verdadeiramente negativo na saúde pública&#8221;, comprometendo as necessidades nutricionais de populações vulneráveis, &#8220;dos mais jovens aos idosos&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Ordem defende a necessidade urgente de uma resposta integrada e multidisciplinar nas instituições sociais, sublinhando que o papel do nutricionista é &#8220;fundamental e insubstituível&#8221;, desde a elaboração de planos alimentares até à educação e formação contínua.</p>
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		<item>
		<title>Dados mostram perda de peso significativa em mulheres em  menopausa e melhorias substanciais com fármacos da Lilly na obesidade</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/dados-mostram-perda-de-peso-significativa-em-mulheres-em-menopausa-e-melhorias-substanciais-com-farmacos-da-lilly-na-obesidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 16:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Eli Lilly and Company anunciou um conjunto de novos resultados de múltiplos ensaios clínicos (ATTAIN-1, ATTAIN-2, TRIUMPH-1, e TRANSCEND-T2D-1) para dois dos seus fármacos para o tratamento da obesidade, na 86ª Sessão Científica da American Diabetes Association (ADA). Os dados demonstram eficácia clínica na gestão do peso e em diversas complicações relacionadas com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Eli Lilly and Company anunciou um conjunto de novos resultados de múltiplos ensaios clínicos (ATTAIN-1, ATTAIN-2, TRIUMPH-1, e TRANSCEND-T2D-1) para dois dos seus fármacos para o tratamento da obesidade, na 86ª Sessão Científica da American Diabetes Association (ADA). Os dados demonstram eficácia clínica na gestão do peso e em diversas complicações relacionadas com a obesidade, como a diabetes tipo 2, a osteoartrite do joelho e a apneia obstrutiva do sono. Os resultados do TRANSCEND-T2D-1 foram simultaneamente publicados no The Lancet.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Retatrutida: um agonista triplo com impacto abrangente</strong><br>Retatrutida, agonista triplo dos recetores hormonais GIP, GLP-1 e glucagon, o primeiro da sua classe em investigação, demonstrou em ensaios de Fase 3 melhorias substanciais no peso, controlo glicémico (A1C) e em complicações comuns da obesidade. 2 Esta molécula não está autorizada para utilização em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A obesidade impulsiona mais de 200 doenças, mas historicamente tratámos essas condições de forma isolada,&#8221; afirmou Ania Jastreboff, M.D., Ph.D., Professora de Medicina na Yale School of Medicine e investigadora principal. “Estes resultados demonstram o que pode ser possível quando tratamos a obesidade e melhoramos a saúde global, e o que isto poderá significar para as pessoas que vivem com obesidade e as suas complicações associadas”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em ambos os ensaios, retatrutida demonstrou igualmente melhorias significativas face ao valor base em fatores de risco cardiovascular. No TRIUMPH-1, proporcionou reduções de até 41,0% nos triglicéridos, 24,2% no colesterol não-HDL, 12,3 mmHg na pressão arterial sistólica e 24,1 cm na circunferência da cintura às 80 semanas. No TRANSCEND-T2D-1, retatrutida demonstrou reduções de até 39,6% nos triglicéridos, 19,8% no colesterol não-HDL, 6,4 mmHg na pressão arterial sistólica e 12,4 cm na circunferência da cintura às 40 semanas.⁶</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em conjunto, nos estudos TRIUMPH-1 e TRANSCEND-T2D-1, retatrutida proporcionou uma amplitude e magnitude de resultados que impressiona ver com uma única terapêutica”, disse Kenneth Custer, Ph.D., vice-presidente executivo e presidente da Lilly Cardiometabolic Health. “Ao abordar em conjunto o peso, a glicemia e as complicações relacionadas com a obesidade, estes resultados evidenciam o potencial da retatrutida ao longo de todo o espectro cardiometabólico e reforçam o nosso compromisso em disponibilizar opções que respondam às necessidades e preferências dos doentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Orforglipron: perda de peso significativa em todas as fases da menopausa</strong><br>Orforglipron é uma pequena molécula oral (não-peptídica) investigacional, agonista do recetor de peptídeo 1, semelhante ao glucagon, de toma única diária, a qualquer hora do dia sem restrições de ingestão de alimentos e água. Esta molécula não está autorizada para utilização em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Novas análises post-hoc dos ensaios ATTAIN-1 e ATTAIN-2 revelaram que mulheres com obesidade ou excesso de peso registaram uma perda de peso significativa em todas as fases da menopausa, um período em que as alterações hormonais frequentemente aceleram a acumulação de gordura e dificultam a sua gestão.⁷ Apesar de afetar dezenas de milhões de mulheres, o estado menopáusico raramente foi avaliado como um fator na eficácia do tratamento da obesidade.⁸</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A menopausa pode ser uma fase extremamente frustrante para muitas mulheres, em parte porque o aumento de peso muitas vezes parece estar fora do seu controlo, e a biologia da menopausa pode comprometer até os esforços mais determinados para gerir o peso”, disse Rachel Batterham, Ph.D., vice-presidente sénior de inovação médica da Lilly. &#8220;Estes resultados mostram que Orforglipron esteve associado a uma perda de peso significativa em mulheres em todas as fases da menopausa nestes ensaios&#8221;<br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Health Risks of Overweight &amp; Obesity. U.S. Department of Health and Human Services, National Institutes of Health.</li>



<li>Os dados neste comunicado de imprensa baseiam-se no estimador de eficácia (efficacy estimand).</li>



<li>No ensaio TRIUMPH-1, a alteração do peso corporal (em kg) desde o início é calculada multiplicando a estimativa baseada no modelo da alteração percentual do peso corporal desde o início pelo peso corporal inicial.</li>



<li>WOMAC é um questionário reportado pelo doente, validado em osteoartrite para avaliar a dor, rigidez e função física, com pontuações normalizadas para uma escala de 0-10, onde valores mais altos indicam piores sintomas.</li>



<li>American Diabetes Association Professional Practice Committee. (2025). Glycemic Goals and Hypoglycemia: Standards of Care in Diabetes 2025.Diabetes Care, 48 (Supplement 1): S128-S145.</li>



<li>No ensaio TRANSCEND-T2D-1, as reduções no colesterol não-HDL, triglicéridos e pressão arterial sistólica com retatrutide vs. placebo foram controladas para o erro tipo 1 familiar em todos os grupos de dose, exceto para 4 mg.</li>



<li>Kapoor E, Collazo-Clavell ML, Faubion SS. Weight gain in women at midlife: a concise review. J Clin Endocrinol Metab. 2017;102(10):3732-3741.</li>



<li>North American Menopause Society. The 2023 position statement of The North American Menopause Society. Menopause. 2023;30(4):573-590.</li>
</ol>
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			</item>
		<item>
		<title>Psoríase em pessoas com obesidade, uma ligação que redefine a gravidade da doença e a resposta ao tratamento</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/psoriase-em-pessoas-com-obesidade-uma-ligacao-que-redefine-a-gravidade-da-doenca-e-a-resposta-ao-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:51:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma revisão da literatura recentemente realizada por equipas do Departamento de Dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, e da Clínica Universitária de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sintetiza a evidência disponível sobre esta relação bidirecional entre psoríase e obesidade. O trabalho integra estudos epidemiológicos, investigação mecanística, ensaios clínicos e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão da literatura recentemente realizada por equipas do Departamento de Dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, e da Clínica Universitária de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sintetiza a evidência disponível sobre esta relação bidirecional entre psoríase e obesidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho integra estudos epidemiológicos, investigação mecanística, ensaios clínicos e dados do mundo real, focando-se nas vias inflamatórias e metabólicas partilhadas, bem como no impacto clínico e terapêutico do excesso de peso nestes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram de forma consistente uma maior prevalência de obesidade em indivíduos com psoríase, associando-se esta condição a formas mais graves da doença. Do ponto de vista fisiopatológico, são destacados mecanismos comuns, como a disfunção do tecido adiposo com aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, o desequilíbrio de adipocinas, a resistência à insulina, a disfunção endotelial e a ativação do eixo imunológico IL-23/Th17, todos contribuindo para um estado inflamatório sistémico persistente e para um aumento do risco cardiovascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a obesidade parece influenciar negativamente a eficácia e a farmacocinética de várias terapêuticas utilizadas na psoríase, incluindo agentes sistémicos convencionais e terapias biológicas, estando associada a menor resposta clínica e a menor durabilidade do efeito terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, a obesidade assume um papel determinante na carga global da psoríase, condicionando não apenas a expressão clínica da doença, mas também o risco cardiometabólico e a resposta ao tratamento. Os autores defendem que a integração de estratégias de controlo de peso no plano terapêutico da psoríase pode melhorar significativamente os resultados dermatológicos e a saúde global dos doentes, reforçando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e holística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/15/11/4302">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Novos dados de ensaios clínicos da Lilly demonstram a manutenção da perda de peso</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/novos-dados-de-ensaios-clinicos-da-lilly-demonstram-a-manutencao-da-perda-de-peso-e-a-eficacia-em-adultos-com-65-anos-ou-mais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Eli Lilly and Company anunciou um conjunto de novos dados de ensaios clínicos dos seus fármacos para o tratamento da obesidade. Os resultados, apresentados no 33.º European Congress on Obesity (ECO 2026) e publicados nas revistas The Lancete Nature Medicine, demonstram a manutenção da perda de peso a longo prazo após a transição de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Eli Lilly and Company anunciou um conjunto de novos dados de ensaios clínicos dos seus fármacos para o tratamento da obesidade. Os resultados, apresentados no 33.º European Congress on Obesity (ECO 2026) e publicados nas revistas The Lancete Nature Medicine, demonstram a manutenção da perda de peso a longo prazo após a transição de tratamentos com incretinas injetáveis, bem como uma eficácia clínica significativa de fármacos em adultos com 65 anos ou mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Os principais resultados incluem:</p>



<p class="wp-block-paragraph">-Nos ensaios ATTAIN-MAINTAIN e SURMOUNT-MAINTAIN2,3, os participantes que fizeram a transição de tratamentos com incretinas injetáveis para Orforglipron oral ou uma dose mais baixa de Mounjaro® mantiveram a maior parte da sua perda de peso previamente alcançada após um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">-Numa nova análise dos ensaios ATTAIN-14 e ATTAIN-25, Orforglipron, um comprimido de toma única diária, foi associado a uma redução de peso corporal de até 13% em adultos com 65 anos ou mais com obesidade ou excesso de peso, com ou sem diabetes tipo 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>&#8220;A recuperação de peso continua a ser um dos maiores desafios no tratamento da obesidade&#8221;, disse Louis J. Aronne, M.D., FACP, DABOM, especialista em obesidade de renome mundial e consultor da Lilly. &#8220;Estes resultados fornecem evidências importantes sobre o potencial destes fármacos na manutenção do peso a longo prazo, um aspeto crucial para o sucesso terapêutico.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br>Manutenção da perda de peso a longo prazo</strong><br>Os resultados detalhados dos ensaios SURMOUNT-MAINTAIN e ATTAIN-MAINTAIN mostraram que os doentes com obesidade mantiveram a sua perda de peso a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>No estudo SURMOUNT-MAINTAIN2, a continuação do tratamento com Mounjaro®, dose máxima tolerada (DMT) ou 5 mg, demonstrou ser superior ao placebo na manutenção do peso. Os participantes que continuaram com Mounjaro® DMT preservaram a totalidade da sua perda de peso anterior, enquanto os que reduziram a dose para 5 mg mantiveram a maior parte do peso perdido.<br>O estudo ATTAIN-MAINTAIN3 demonstrou que a transição de Wegovy® DMT ou Mounjaro® DMT para Orforglipron oral também apoiou a manutenção do peso a longo prazo. Na semana 52, os participantes que transitaram de Wegovy ® mantiveram toda a sua perda de peso anterior, exceto 0,9 kg, e os que transitaram de Mounjaro® mantiveram toda a perda de peso anterior, exceto 5,0 kg.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No objetivo primário, os participantes que transitaram de Wegovy ® para Orforglipron mantiveram 82,4% da sua perda de peso anterior, e os que transitaram de Mounjaro® para Orforglipron mantiveram 78,0%, após um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><br>Análise adicional demonstra eficácia em adultos com 65 anos ou mais</strong><br>Uma análise post-hoc separada dos ensaios ATTAIN-14 e ATTAIN-25 avaliou a eficácia e segurança de Orforglipron em adultos com 65 anos ou mais. Nesta população, Orforglipron foi associado a reduções de peso corporal clinicamente significativas em todos os escalões de dose estudados, em ambos os ensaios (p&lt;0,001 para todos):<br>Os resultados foram consistentes entre os dois grupos etários (&lt; 65 e ≥ 65 anos), com e sem diabetes tipo 2, o que reforça que Orforglipron poderá vir a ser uma opção terapêutica numa população adulta alargada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>&#8220;A gestão do peso em adultos mais velhos requer uma consideração cuidadosa do benefício e do risco,&#8221; disse Rachel Batterham, M.D., vice-presidente sénior de inovação médica da Lilly Cardiometabolic Health. &#8220;Estes dados são tranquilizadores em ambas as frentes. O facto de estes resultados terem sido alcançados com um comprimido de toma única diária, sem restrições alimentares, poderá vir a ter uma relevância importante para este grupo etário.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Referências</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Horn DB, et al. Orforglipron for Obesity Treatment in Older Patients ≥65 Years With or Without Type 2 Diabetes. Poster LBP4.170 apresentado no: 33rd European Congress on Obesity (ECO 2026); 12–15 de maio de 2026; Istambul, Turquia.</li>



<li>Horn DB, Aronne LJ, Wharton S, Bays HE, le Roux CW, Srinath R, et al. Tirzepatide for maintenance of bodyweight reduction in people with obesity in the USA (SURMOUNT-MAINTAIN): a multicentre, double-blind, randomised, placebo-controlled trial. The Lancet. 2026.</li>



<li>Aronne LJ, Horn DB, le Roux CW, Chao AM, Ho W, Halpern B, Griffin R, Xie C, Gomez Valderas E, Lee CJ, Ribeiro A, Hyman DM, Glass L, Xavier N. Orforglipron for maintenance of body weight reduction: the double-blind, randomized phase 3b ATTAIN-MAINTAIN trial. Nature Medicine. 2026.</li>



<li>Wharton S, Aronne LJ, Stefanski A, et al. Orforglipron, an oral small-molecule GLP-1 receptor agonist for obesity treatment (ATTAIN-1). N Engl J Med. 2025;393(18):1796–806.</li>



<li>Horn DB, Ryan DH, Giljanovic Kis S, et al. Orforglipron, an oral small-molecule GLP-1 receptor agonist, for the treatment of obesity in people with type 2 diabetes (ATTAIN-2). Lancet. 2025;406(10522):2927–2944.</li>



<li>Ma X, Liu R, Pratt EJ, Benson CT, Bhattachar SN, Sloop KW. Effect of Food Consumption on the Pharmacokinetics, Safety, and Tolerability of Once-Daily Orally Administered Orforglipron (LY3502970), a Non-peptide GLP-1 Receptor Agonist. Diabetes Ther. 2024;15(4):819–832. https://doi.org/10.1007/s13300-024-01554-1</li>
</ol>
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		<title>Investigação internacional, com participação da UC, revela desaceleração histórica da obesidade na Europa Ocidental</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/225029/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo internacional publicado na revista Nature, com o contributo de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), revela que a evolução da obesidade a nível global apresenta sinais de estabilização e até de possível inversão em vários países de elevado rendimento, após décadas de crescimento acelerado, incluindo Portugal. A investigação, liderada pelo NCD Risk Factor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo internacional publicado na revista Nature, com o contributo de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), revela que a evolução da obesidade a nível global apresenta sinais de estabilização e até de possível inversão em vários países de elevado rendimento, após décadas de crescimento acelerado, incluindo Portugal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, liderada pelo NCD Risk Factor Collaboration (NCD-RisC) em parceria com a Imperial College London, analisou a evolução da obesidade em 200 países e territórios entre 1980 e 2024, com base numa das mais abrangentes bases de dados epidemiológicos alguma vez reunidas nesta área.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de desaceleração em países de alto rendimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, após um aumento rápido e sustentado da prevalência da obesidade ao longo das últimas décadas do século XX, se observa um abrandamento claro desse crescimento na maioria dos países de elevado rendimento. Em diversos contextos, verifica-se uma estabilização das taxas e, em alguns casos, sinais de diminuição, particularmente entre crianças e adolescentes, com reflexos posteriores nas populações adultas. Entre os países onde estas tendências são mais evidentes incluem-se exemplos da Europa Ocidental, como Portugal, França e Itália.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, estes padrões sugerem que a ideia de uma “epidemia global de obesidade” pode ser uma simplificação excessiva, dado que esconde trajetórias muito distintas entre países e regiões, influenciadas por fatores sociais, económicos e, em particular, pela disponibilidade e acessibilidade a alimentos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aumento persistente em regiões desfavorecidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes sinais encorajadores, o estudo sublinha que a obesidade continua a aumentar de forma consistente em muitos países de baixo e médio rendimento, com especial incidência em várias regiões de África, Ásia, América Latina e em ilhas do Pacífico e das Caraíbas, evidenciando uma forte desigualdade global na evolução deste problema de saúde pública.1</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o professor Majid Ezzati, coordenador do estudo no Imperial College London, os resultados demonstram que “o aumento da obesidade não é inevitável e pode ser travado, ou mesmo invertido, através de políticas adequadas”. Ainda assim, o investigador alerta que os níveis atuais permanecem elevados e que as desigualdades entre regiões continuam a ser muito significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma linha, Aristides Machado-Rodrigues, co-autor do estudo e investigador do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e docente da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da UC, sublinha que “analisar não apenas a prevalência, mas também a velocidade de mudança da obesidade ao longo do tempo, permite identificar com maior precisão os contextos onde são necessárias intervenções mais urgentes, nomeadamente através de políticas públicas robustas nas áreas da saúde e da alimentação, capazes de acompanhar as transições económicas, tecnológicas e nutricionais em curso”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho contou ainda com a participação de outros docentes e investigadores da UC, nomeadamente Cristina Padez e Daniela Rodrigues, da FCTUC, Helena Nogueira, da Faculdade de Letras, e Luísa Macieira, Lélita Santos e Anabela Mota-Pinto, da Faculdade de Medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo<a href="https://www.nature.com/articles/s41586-026-10383-0"> aqui</a>. </p>



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		<title>Quando a obesidade influencia a autoimunidade</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/quando-a-obesidade-influencia-a-autoimunidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 14:12:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo reforça a evidência de que a obesidade pode desempenhar um papel relevante no aumento do risco de doenças autoimunes. Embora a obesidade já seja reconhecida como um estado pró-inflamatório associado a múltiplos desfechos metabólicos e cardiovasculares adversos, a sua relação com a autoimunidade ainda não era totalmente clara. Para colmatar esta lacuna, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>Um novo estudo reforça a evidência de que a obesidade pode desempenhar um papel relevante no aumento do risco de doenças autoimunes. Embora a obesidade já seja reconhecida como um estado pró-inflamatório associado a múltiplos desfechos metabólicos e cardiovasculares adversos, a sua relação com a autoimunidade ainda não era totalmente clara. Para colmatar esta lacuna, investigadores internacionais analisaram a associação entre obesidade (IMC &gt; 30 kg/m²) e o risco ou prevalência de várias doenças autoimunes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão incluiu 26 estudos, entre os quais 8 transversais e 18 longitudinais, selecionados a partir de mais de 1.300 registos iniciais. Os resultados demonstraram que a obesidade está associada a um aumento da prevalência e incidência de várias patologias autoimunes quando comparada com indivíduos com peso normal (IMC &lt; 25 kg/m²). Entre os principais achados, destaca-se o aumento da prevalência de artrite reumatoide e psoríase (OR = 1,11 [1,06, 1,16], p  &lt; 0,00001; OR = 1,35 [1,14, 1,59], p  = 0,0004, respectivamente), bem como um maior risco de desenvolvimento destas doenças ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostraram ainda uma associação significativa entre obesidade e o risco de esclerose múltipla (HR = 1,49 [1,25, 1,77], p  &lt; 0,00001), assim como de doença inflamatória intestinal, incluindo doença de Crohn e colite ulcerosa (HR = 1,35 [1,11, 1,65], p  &lt; 0,003). Globalmente, verificou-se também um aumento do risco de desenvolver qualquer doença autoimune em indivíduos com obesidade (HR = 1,41 [1,24, 1,62], p  &lt; 0,00001), reforçando a consistência do padrão observado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar destes resultados, os autores sublinham que ainda não é possível estabelecer uma relação causal definitiva para cada doença individualmente. No entanto, a evidência disponível sugere que o estado inflamatório crónico associado à obesidade pode contribuir para a desregulação do sistema imunitário, aumentando a suscetibilidade a doenças autoimunes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/oby.70044">aqui</a>.</p>



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		<title>Dar voz à obesidade: Associação de doentes e especialistas exigem mudança de paradigma contra a estigmatização</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/dar-visibilidade-a-obesidade-associacao-de-doentes-e-especialistas-exigem-mudanca-de-paradigma-contra-a-estigmatizacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num alerta que antecedeu o Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, assinalado a 23 de maio, especialistas e associações de doentes exigiram uma mudança de paradigma na abordagem à obesidade, classificando-a como &#8220;a doença mais visível e, ao mesmo tempo, a mais ignorada em Portugal&#8221;. O consenso, reunido no MAAT Central em Lisboa, é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num alerta que antecedeu o Dia Nacional da Luta Contra a Obesidade, assinalado a 23 de maio, especialistas e associações de doentes exigiram uma mudança de paradigma na abordagem à obesidade, classificando-a como &#8220;a doença mais visível e, ao mesmo tempo, a mais ignorada em Portugal&#8221;. O consenso, reunido no MAAT Central em Lisboa, é que a obesidade deve ser tratada com a mesma seriedade que outras doenças crónicas, reforçando a sua base biológica e combatendo o estigma social da culpa. O apelo das entidades, incluindo a ADEXO, SPEDM, SPEO, SPCO e SPMI, reforça o &#8220;Manifesto pela Ação Urgente na Obesidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Obesidade: uma batalha biológica e não uma falha de caráter</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Pessoas que Vivem com Obesidade (ADEXO), destacou que &#8220;por trás dos números, há uma batalha pessoal e silenciosa contra a biologia e contra um estigma social que insiste em culpar o doente&#8221;. A ciência desmistifica a ideia de &#8220;falta de força de vontade&#8221;, explicando que o corpo da pessoa com obesidade está biologicamente programado para resistir à perda de peso através de mecanismos hormonais complexos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Silva Nunes, presidente da SPEO, sublinhou a urgência de apoiar o percurso do doente com ciência, equipas dedicadas e acesso a terapêuticas inovadoras, alertando que &#8220;a inação ou o tratamento inadequado não são opções&#8221;. Esta inação tem um custo elevado, como lembrou Catarina Lucas da SPMI, que vê diariamente o &#8220;efeito dominó&#8221; da obesidade, porta de entrada para mais de 200 outras patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exigência de ação e investimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os representantes exigem uma estratégia nacional para a obesidade que vá além da intenção. A ADEXO solicita a comparticipação efetiva de medicamentos e a redução drástica das listas de espera para cirurgia, salientando que &#8220;tratar a obesidade não é uma despesa, é um investimento com um retorno de seis euros para cada euro investido&#8221;. Leonor Manaças, vice-presidente da SPCO, reforçou que a intervenção deve ser antecipada, para que a cirurgia metabólica seja parte de um tratamento integrado e não apenas o último recurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Iniciativa &#8220;Stories Can&#8217;t Wait&#8221; no MAAT Central</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para dar um rosto humano a esta realidade, a iniciativa &#8220;Stories Can&#8217;t Wait&#8221;, promovida pela Lilly Portugal, foi inaugurada na sequência do evento. Maria Rita Dionísio, diretora médica da Lilly Portugal, explicou que  &#8220;as estatísticas não contam a história toda. Não descrevem a luta diária contra um corpo que resiste à perda de peso, nem o fardo do estigma. Com esta iniciativa, queremos dar um rosto a esta realidade e reforçar que a obesidade é uma doença, não uma escolha. A ciência permite-nos compreender a obesidade como uma condição médica complexa, e o nosso compromisso é partilhar esse conhecimento, substituindo o julgamento pela empatia, para que estas histórias possam ter um novo capítulo, baseado no apoio e no respeito&#8221;. A exposição &#8220;Stories Can&#8217;t Wait&#8221; estará patente no MAAT Central e aberta ao público até 4 de junho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na foto, da esquerda para a direita, Carlos Oliveira, presidente da ADEXO; Catarina Lucas, coordenadora adjunta do Núcleo de Estudos da Obesidade da SPMI; José Silva Nunes, pNa foto, da esquerda para a direita, Carlos Oliveira, presidente da ADEXO; Catarina Lucas, coordenadora adjunta do Núcleo de Estudos da Obesidade da SPMI; José Silva Nunes, presidente da SPEO; Maria Rita Dionísio, diretora médica da Lilly Portugal; Nuno Vicente, secretário-adjunto da SPEDM; Leonor Manaças, vice-presidente da SPCO.</p>
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		<title>Novo agonista triplo alcança perda de peso &#8220;sobreponível à cirurgia bariátrica&#8221; em estudo de Fase 3</title>
		<link>https://myobesidade.pt/atualidade/agonista-triplo-da-lilly-apresenta-perda-de-peso-sobreponivel-a-cirurgia-bariatrica-em-estudo-de-fase-3/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:38:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myobesidade.pt/?p=225015</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Eli Lilly and Company anuncia resultados positivos do TRIUMPH-1, um estudo clínico de Fase 3 que avalia a eficácia e segurança do agonista triplo dos recetores hormonais GIP, GLP-1 e glucagon, o primeiro da sua classe em investigação, em adultos com obesidade ou excesso de peso e pelo menos uma comorbilidade relacionada com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Eli Lilly and Company anuncia resultados positivos do TRIUMPH-1, um estudo clínico de Fase 3 que avalia a eficácia e segurança do agonista triplo dos recetores hormonais GIP, GLP-1 e glucagon, o primeiro da sua classe em investigação, em adultos com obesidade ou excesso de peso e pelo menos uma comorbilidade relacionada com o peso, excluindo a diabetes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Às 80 semanas, todas as doses de retatrutide (4 mg, 9 mg e 12 mg) cumpriram os principais objetivos primários e secundários para a obesidade, proporcionando uma perda de peso clinicamente significativa. No objetivo primário, os participantes que tomaram 9 mg e 12 mg de retatrutide perderam em média 29,2 kg (25,9%) e 31,9 kg (28,3%), respetivamente. Aqueles que tomaram a dose de 4 mg de retatrutide, com apenas um escalonamento de dose, perderam em média 21,4 kg (19,0%). De salientar, 65,3% dos participantes que tomaram 12 mg de retatrutide atingiram um IMC &lt;30 kg/m², ficando abaixo do limiar para obesidade às 80 semanas, incluindo 37,5% daqueles que começaram com obesidade de classe 3 (IMC ≥40 kg/m²).¹ Numa extensão pré-especificada, duplamente cega, com participantes com um IMC ≥35 que continuaram com 12 mg de retatrutide até às 104 semanas, perderam em média 38,5 kg (30,3%).² Adicionalmente, retatrutide mostrou melhorias significativas, desde o início, em certos fatores de risco cardiovascular, incluindo circunferência da cintura, colesterol não-HDL, triglicerídeos, pressão arterial sistólica e proteína C-reativa de alta sensibilidade (hsCRP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A obesidade é uma doença crónica, e as pessoas que vivem com esta doença merecem opções de tratamento que correspondam à complexa biologia da sua doença neurometabólica&#8221;, afirma Ania Jastreboff, professora de Medicina e Pediatria e Endocrinologia na Yale School of Medicine, diretora do Yale Obesity Research Center (Y-Weight) e investigadora principal. &#8220;Foi impressionante ver que cada dose de retatrutide resultou numa redução de peso clinicamente significativa para quase todos os participantes, e que as pessoas com obesidade grave na dose mais alta perderam, em média, 30% do seu peso corporal ao longo de dois anos. É importante notar que o tratamento com retatrutide não só resultou numa robusta redução de peso, mas também em melhorias claras nas medidas de saúde cardiometabólica avaliadas. Para os doentes, retatrutide pode vir a ser uma ferramenta futura de grande impacto para tratar a sua obesidade e transformar a sua trajetória de saúde.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O TRIUMPH-1 destaca a importância das opções e o potencial de retatrutide para ajudar as pessoas nas várias fases da sua jornada com a obesidade,&#8221; sustenta Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente da Lilly Cardiometabolic Health. &#8220;Desde a dose de 4 mg, que atinge quase 20% de perda de peso com apenas um escalonamento de dose, até à dose de 12 mg que proporcionou um nível de perda de peso muito semelhante ao proporcionado pela cirurgia bariátrica, retatrutide permite uma abordagem centrada no doente.⁴ Juntamente com Zepbound e Foundayo, retatrutide reforça o compromisso da Lilly em adaptar os tratamentos às necessidades e preferências dos doentes.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na análise de estimativa do regime de tratamento, cada dose de retatrutide levou a melhorias nos principais objetivos primários e secundários, bem como na extensão pré-especificada, incluindo:⁵</p>



<p class="wp-block-paragraph">• Alteração percentual no peso corporal às 80 semanas: -17,6% (-19,8 kg; 4 mg); -23,7% (-26,7 kg; 9 mg); -25,0% (-28,2 kg; 12 mg) e -3,9% (-4,4 kg; placebo)<br>• Alteração percentual no peso corporal às 104 semanas: -25,7% (-30,6 kg; 4 mg para MTD); -28,7% (- 35,6 kg; 9 mg para MTD); -29,9% (-38,1 kg; 12 mg para MTD) e -18,9% (-22,3 kg; placebo para MTD)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os tipos de acontecimentos adversos observados foram geralmente consistentes com os de outros estudos de terapias baseadas em incretinas. Os acontecimentos adversos mais frequentes entre os participantes tratados com retatrutide (4 mg, 9 mg, 12 mg, vs. placebo, respetivamente) foram náuseas (28,6%, 38,4% e 42,4% vs. 14,8%), diarreia (25,2%, 34,1% e 32,0% vs. 13,5%), obstipação (23,8%, 25,9% e 26,1% vs. 10,9%), vómitos (10,6%, 22,8% e 25,3% vs. 4,8%), e infeção do trato respiratório superior (14,2%, 12,2% e 13,1% vs. 11,6%). As incidências de disestesia ocorreram em 5,1%, 12,3% e 12,5% dos doentes tratados com retatrutide 4 mg, 9 mg e 12 mg, respetivamente, em comparação com 0,9% com placebo, e as incidências de infeções do trato urinário ocorreram em 7,5%, 8,8% e 8,4% dos doentes tratados com retatrutide 4 mg, 9 mg e 12 mg, respetivamente, em comparação com 5,3% com placebo. Os acontecimentos disestesia e infeções do trato urinário foram geralmente de intensidade leve a moderada, a maioria resolveu-se durante o tratamento, e a maioria dos participantes continuou a tomar retatrutide. As taxas de descontinuação devido a acontecimentos adversos foram de 4,1%, 6,9%, 11,3%, com retatrutide 4 mg, 9 mg e 12 mg, respetivamente, em comparação com 4,9% com placebo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Resultados adicionais do TRIUMPH-1 serão apresentados na 86.ª Sessão Científica Anual da American Diabetes Association, juntamente com outros resultados do pipeline cardiometabólico da Lilly. Serão apresentados resultados detalhados adicionais em futuras reuniões médicas e publicados em revistas com revisão por pares. Além destes, serão partilhados, ainda este ano, mais resultados do programa de estudos clínicos de Fase 3 TRIUMPH, incluindo dados do TRIUMPH-2, que está a avaliar retatrutide em adultos com obesidade ou excesso de peso e diabetes tipo 2, e do TRIUMPH-3, que está a avaliar retatrutide em adultos com obesidade ou excesso de peso e doença cardiovascular estabelecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Notas finais e referências</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>A proporção de participantes que alcançou um IMC &lt;30 kg/m² foi uma análise pré-especificada não controlada para multiplicidade; o mesmo critério de avaliação entre os participantes com um IMC basal ≥40 foi avaliado post-hoc.</li>



<li>A extensão pré-especificada inscreveu os primeiros 532 participantes dos países participantes para completar a semana 80 com a medicação do estudo, sem descontinuação ou redução permanente da dose, com IMC ≥35 kg/m² no início e >22 kg/m² na semana 80. O seu acompanhamento continuou por mais 24 semanas, visando atingir a MTD (dose máxima tolerada) de retatrutide (9 mg ou 12 mg uma vez por semana), para um total de até 104 semanas de tratamento. Todos os braços originais são elegíveis para preservar a ocultação.</li>



<li>A estimativa de eficácia representa a eficácia que teria sido obtida se todos os participantes randomizados tivessem permanecido na intervenção do estudo (com possíveis interrupções e modificações de dose) sem iniciarem tratamentos proibidos para a gestão de peso.</li>



<li>Courcoulas AP, Yanovski SZ, Bonds D, et al. Resultados a longo prazo da cirurgia bariátrica: um simpósio dos National Institutes of Health. JAMA Surg. 2014;149(12):1323-1329.</li>



<li>A estimativa do regime de tratamento representa o efeito médio do tratamento, independentemente da adesão à intervenção do estudo ou do início de tratamentos proibidos para a gestão de peso.</li>
</ol>
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